A linda Inês

February 26, 2010

O dia 13 de Novembro de 2008 vai ficar na minha memória por causa de duas meninas lindas: a minha filha e a Inês.

Nesse dia, nasceu a R., a minha filha mais nova que é linda como só as minhas filhas sabem ser.

Nesse dia, a linda Inês entrou no IPO para iniciar um tratamento de uma leucemia. Lembro-me de receber o telefonema da mãe, e disfarçar para que a J.  – que estava em trabalho de parto – não desse conta dessa infeliz e triste notícia.

A Inês tinha 3 anos.

A Inês tem hoje 5 anos. Fui almoçar com a mãe e as notícias não podiam ser as melhores: a coisa está debelada e a Inês vai ficar bem.

Como disse – e penso – qualquer outro resultado seria absolutamente inaceitável.

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Pense no Haiti, Reze pelo Haiti

January 21, 2010

Não há como não ficar perturbado com as imagens que nos invadem o conforto das nossas casas e nos mostram a desgraça e tragédia de um povo que existe num país que não existe.

Lembro-me, muitas vezes da canção do Caetano que tem o nome do país que não existe.

Ao ouvir a letra – que aborda a violência policial no Brasil, no caso dos 111 presos, pretos ou quase pretos, pobres em todo o caso – não posso deixar de pensar que nós, os brancos ou os quase brancos, em todo o caso, mais favorecidos,  só nos lembramos dos haitis deste mundo nestas ocasiões.

Dirão: pelo menos ainda nos lembramos.

E eu respondo: Pois…

Aqui fica uma parte da letra do Caetano

111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

As minhas filhas

January 20, 2010

Voltei para escrever sobre elas.

A mais velha pediu que voltasse a escrever. Não sei se ela vai ler este post, mas fazendo a vontade, aqui estou para ir dando continuidade a uma coisa que tem já uns anitos.

A outra, a R., está linda. Já fez um ano e dois meses e anda por todo o lado (começou a andar no dia do seu aniversário).

Fala pelos cotovelos (numa linguagem própria e para a qual não há dicionários) e tem uma especial propensão para a asneira (já decidimos que é pior que o do meio que era terrível).

Não tenho dúvidas – apesar da nossa vida estar caótica, mais do que q.b. – que não conseguimos imaginar a vida sem elas.

E sem o do meio, claro.

Companheiro Vasco

May 6, 2009

Foi com tristeza que soube da morte do companheiro Vasco.
Não o da revolução, mas aquele que, quando a revolução aconteceu, era um verdadeiro companheiro para os miúdos daquela idade e que dava pelo nome de Granja.
Muito antes de existir a Monstra, muito antes de existir a Amadora e a BD, existia o Vasco Granja.
Ensinou-nos a ver a BD como uma arte. A coisa passava desde aquilo que era mainstream até ao mais alternativo. Desde o Woodpecker, passando pela Pantera Cor de Rosa, até aos Peanuts e aqueles que tinham um nome impronunciável e que vinham de países tão longínquos como a Bulgária, a Checoslováquia, a China e outros que tais.
A TV era a preto e branco, mas eu não perdia um programa do Vasco.
Bem haja por tudo o que me ensinou.
Nunca percebi a razão do seu desaparecimento precoce. Provavelmente tem que ver com as circunstâncias especiais de um país como o nosso.

Tanta coisa, tão pouco tempo…

April 28, 2009

As minhas filhas. Uma cá outra em berlim. As duas lindas!
O meu filho. Traquinas e lindo!
A minha J. Luminosa!
Paris. Num fim de tarde, quase tão luminoso como a J!
A novíssima Ler Devagar. Brilhante!
E eu, no meio de tanta coisa, sem tempo para escrever.

3 meses

February 17, 2009

Daqui a uns anos, a minha filha mais nova vai querer ler a página do pai-avô e vai verificar que não tenho escrito muito sobre ela.
Talvez por ser repetente, já não tenho sinto necessidade de exteriorizar tudo aquilo que sinto quando olho para ela.
E sinto muito, sobretudo quando vejo que ela está, de dia para dia, a ficar mais parecida com a mãe (o que é uma estreia absoluta), mais atenta a tudo o que a rodeia e que fala comigo ora deitando a língua de fora, ora fazendo barulhos com a boca acompanhados de bolas de cuspo, o que eu tento acompanhar, dando o troco na mesma linguagem.
Continuo a achar que temos sorte e que é muito bom ser pai depois de oito anos sem saber o que são fraldas, areomes, queijos, cólicas, sorrisos, cheiro de bébé, e outras coisas que fazem com que todos os dias a minha vida se torne infinitamente mais interessante.
Só há um senão. Sei que a minha filha não gosta da minha barba.
Lamento informar que não há nada a fazer.
Os beijos nas bochechas, no pescoço e na barriga vão continuar.

Reacções

February 15, 2009

Há cerca de 1 mês, quando a minha filha completou 2 meses, a J. resolveu retomar as suas lições da lingua de Goethe e eu fiquei incumbido de tratar do pimpolho logo pela manhã, sempre às quartas-feiras.
A minha filha acordava sempre mais tarde e essa tarefa foi ficando a cargo da nossa (estimada) ventoínha que é a Z. .
Até que, há duas semanas, ela acordou e eu tive de tratar dela.
Foi um caos. Ela berrou como se tivesse visto demónio e quase não bebeu leite.
Estive quase uma hora com ela ao colo a tentar que se acalmasse, o que acabou por acontecer.
Devo dizer que acho a reacção dela perfeitamente legítima.
Habituada a acordar e a sentir o calor e o cheiro da mãe, é um choque tremendo perceber que ela não está e que o pai-avô a espera.

Toujours Lisbonne

February 7, 2009

Pois é. Mais uma vez, Lisboa.
Desta vez, por debaixo da ponte sobre o Tejo (ex-Salazar, actual 25 de Abril).
Um segredo mais ou menos escondido.
Mas por pouco tempo.
Chama-se Lx Factory.
Quem disse que a vanguarda não passa por cá?
Saloios…

What’s new?

January 3, 2009

Pois é.
Mil e uma palavras no ano que começa.
Não vou ser original.
Só quero um Mundo melhor para os meus Filhos.
Fiquem bem.
Como dizia a Clarisse, Feliz Ano Novo!

Voltar a aprender

December 27, 2008

…que os bébés são manhosos.
A minha filha (linda como só as minhas filhas conseguem ser) está a ficar manhosa.
Tipo: gritos de dor capazes de fazer chorar pedras. Aproximo-me dela. Os gritos baixam de intensidade. Pego nela. Os gritos desaparecem.
Depois de ter dois filhos, ainda somos levados pelas manhas do terceiro (mais eu que a J.).
Quem consegue resistir ao beicinho da Rita?
Eu não. Nem quero.