Archive for March, 2007

Os não acontecimentos

March 5, 2007

Há uma categoria de eventos que se tornam acontecimentos. Não por si, mas pelo barulho que fazem ou pelo eco que lhes é dado pelos media.

O primeiro é a enésima rentreé do enfant-terrible ( cada vez menos enfant e cada vez menos terrible) que dá pelo nome de Paulo Portas. Admito que estivesse cansado de só aparecer num programa que ninguém via (aquele cenário e os fatos de riscas do Portas davam a sensação de ter engolido ácido e de estar a ter uma bad trip).

Porque é que é um acontecimento? Porque é que a tvs param para o ouvir debitar, no seu tom cada vez mais de mestre escola (parecido com o outro do bloco, nao o irmão, o Louçã) as razões de ter deixado a Clara de Sousa e de querer voltar à política activa?

Porque o país está em perigo, o partido à deriva e ele (tanto talento desperdiçado) sem aparecer.

Bastava dizer: fiz a minha travessia no deserto e aqui estou. Nós olhávamos para o lado e, bocejando, diríamos, ‘ tá bem!

Haja paciência!

O Endireita, a Joaninha, o Eclipse, a Casa e a Marta

March 4, 2007

Primeiro o Endireita.

Na terça-feira, sem qualquer esforço, tentei alcançar qualquer coisa que estava no sofá e senti uma dor lancinante na zona lombar. Como se me tivessem espetado uma faca. Fiquei sem respirar. Passei o dia com dores. Resolvi ir ao Endireita, de seu nome Areias, que me torceu, fez estalar ossos e vértebras e recomendou fisioterapia. É assim que se anuncia a chegada dos quarenta. Com dores lombares e pouco exercício. Levei uma massagem de uma fisioterapeuta que me soube muito bem. Não posso contar mais, sob pena de provocar a ira da Deusa.

Depois veio a Joaninha. Nasceu no Sábado e espero que seja muito, mas mesmo muito feliz. Beijos para a mãe, para o pai e para o Diogo. Muitas felicidades para todos.

Ainda no Sábado, a Lua escondeu-se, envergonhada, aproveitando a sombra que a Terra fez. Parecia uma bola que alguém tinha atirado ao céu. Estava em tons avermelhados e foi bonito de se ver.

Por último, a minha casa. Está a ficar bonita. Estamos de rastos, mas tem valido a pena.

No meio disto tudo, tenho feito uma investidas terapeuticas aos livros, discos e dvds. Para já, posso dizer que comprei um disco magnífico. É de uma portuguesa que canta jazz. Tudo sobre a cantora e o disco pode ser visto e escutado aqui . Gostei da cara dela na capa. Lembra a Polly Jean Harvey, outra voz feminina que eu adoro.

Divirtam-se.