Os miúdos, parte MCVXXV

Como o novo pai, eu também sou insuportável quando se trata de falar dos meus dois filhos.

Já não mostro fotos e agora os meus prazeres são secretos, partilhado apenas com a J..

Mas, de vez em quando, escorrego.

Aqui vai uma escorregadela.

No outro dia, fui buscar a minha filha à ginástica. Ela está em pulgas porque vai à Aústria participar na Gymnaestrada. Enquanto esperava, olhava para um rapaz (mais ou menos da idade dela) que não tirava os olhos da miúda.

É certo que ela está uma brasa. Mas, caramba, já não há respeito pelos pais!

Coloquei-me entre ela e o indivíduo que isto de estar a olhar para a minha filha com olhos de carneiro mal morto só quando eu não estiver ao pé.

Depois contei-lhe o que se tinha passado. Ela corou e deu-me um enorme beijo, como que a dizer que tenho de ter paciência porque ela está a crescer.

Lembrei-me da música da Marisa Monte que fala das meninas que não comem, não dormem. O pai leva ao doutor a filha “adoentada”. O doutor nem examina, chama o pai de lado e diz-lhe em surdina que o mal é da idade e que para a tal menina não há um só remédio em toda a medicina.

Ok! Enfiei a viola no saco e prometo (secretamente) não ser um pai seca.

É que eu adoro os meus filhos. E não há nada a fazer

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