Archive for August, 2006

Viagens na minha terra

August 30, 2006

Acho que já disse, mas volto a repetir: nós somos uns saloios. Quando pensamos em viajar, é sempre e só para o estrangeiro, de preferência numa excursão ou para uma praia que parece a Costa da Caparica ( em versão bera) só que fica no Brasil.

Há excepções, claro. Mas essas não se enquadram no conceito de português médio.

Nós, pura e simplesmente, não viajamos em Portugal.

Contrariando essa regra, fomos, no feriado de 15/08, passar uns dias a casa do meu cunhado em Góis. Já conhecia o sítio mas não ia lá há quase 20 anos. Trabalhei lá ao pé durante as minhas férias de Verão.

Tive receio de encontrar Góis desfigurado, cheio de prédios e casas de  gosto duvidoso. Tinha medo que o rio ( o Ceira) estivesse poluído maltratado.

Verifiquei que os meus receios eram infundados. Góis cresceu de forma moderada, o rio está melhor do que nunca, as pessoas continuam simpáticas e prestáveis.

Tomámos banho, andei de canoa – não sem ter discutido com a J. por falta de coordenação na condução, injustamente atribuída à minha pessoa – e diverti-me.

Gostei muito. Recomendo em absoluto.

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August 29, 2006

No dia 21, depois de uma reunião, ligo o meu telefone e recebo uma notícia que me deixou na merda.

A voz do meu pai anunciava baixinho que a minha avó tinha morrido. Assim, de um momento para o outro. Sem avisar. Sem que qualquer um de nós suspeitasse que podia acontecer.

No dia anterior, a minha mãe contou-lhe que ia ter mais um bisneto. Ela ficou contente.

Tive pena de não ter podido falar com ela.

Vou ter muitas saudades da radio-amadora mais bonita que conheci.

Ontem

August 17, 2006

Todos os verões é a mesma coisa. Passo o Agosto em Lx, viajando, aos fins de semana, para estar com a J. e os miúdos.

Durante a semana, penosamente suportada numa casa que não se quer vazia, sou adoptado pela J. e pela A. que me convidam para jantar, aliviando a estadia em Lisboa.
Ontem, pela 3ª vez, lá fomos. A A. foi-me buscar a casa e estava de tal modo stressada que parou o carro no meio da minha rua e disse-me: passa para o volante e leva-me até ao jornal.

Sem discutir, obedeci. Uns minutos depois estava ela a acabar de fechar uma página do jornal. Tinha-se esquecido de colocar a cereja em cima do bolo.

Fomos buscar a J. e rumámos às pizzas – as melhores de Lisboa – ali ao pé da Bica do Sapato.

Claro está que já era tarde e o que resta de Lx estava a jantar ou a preparar-se para o fazer. A bicha era insuportável e decidimos comer na Bica.

O jantar foi óptimo e fez-me sentir bem. Comi uns pimentos padron e dividi uns filetes de peixo galo e uma empada de chévre com a A. .

O vinho correu e caiu bem – Quinta de Camarate tinto – e conversa fluiu ainda melhor, não obstante ter cometido duas gaffes que me custaram caro ( a minha desatenção relativamente ao que foi escrito pela A. e a minha cumplicidade com a J. que foi encarada como um “ataque” à A.).

Gosto de estar com elas.

Como se descreve um sentimento?

August 16, 2006

….ainda a propósito, como se descreve um sentimento?
Como se descreve a imensa felicidade de voltar a ser pai?

Pois é.

Para o ano, em Abril, nasce o 5º elemento da minha família.

Estou feliz. Inundado coisas boas quando penso no assunto.
É assim que se descreve este sentimento.