Archive for May, 2006

Bichos da seda, parte XXV

May 30, 2006

Os 6 bichos da seda da Cat construiramos casulos nos sítios mais inacreditáveis.

Por baixo de folhas, um em cima de outro e nas paredes da caixa de sapatos.

A J. – que tem horror a bichos voadores daquela dimensão- exigiu que os soltássemos ao pé de uma amoreira. Lá fomos, pelas 9 da matiné. E os bichos não quiseram sair. Esforcei-me, mas a coisa não funcionava. Eles não voam.

Mais tarde, descobri que assim é. Ficam, põem ovos, morrem.

Os filhotes (assim carinhosamente chamados pelo Rato) só nascem em Fevereiro de 2007.

 P.S. Já repararam que Lisboa está a ser invadida por borboletas? 

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Há quantos anos ?

May 30, 2006

Nunca pensei assim.

Até que um dia, aqui ao lado, surgiu a discussão.

Estive 6 anos no Grid. Na primeira versão era assim .

Por causa de uma mudança no Grid, foram para o galheiro uma série de entradas. Mais tarde, ainda no Grid,  fiquei assim .

Quando saí do Grid ( com pena) passei por aqui e, finalmente, pousei no wordpress.

O que importa é que continuo a fazer aquilo que gosto, sempre que me apetece.

Tenho saudades dos diários ( na altura não se falava em blog) da Kat, do Gab e do Pedro.

Truman

May 29, 2006

truman.jpg

Não vi o filme porque não tive tempo. Dizem que o Seymour Hoffman vai bem, não fosse a voz irritante do Capote.

Estou a acabar de ler o livro. Faz-me lembrar o Faulkner.  

Uma família modelo é brutalmente assassinada no Kansas que não tem arco iris.

Pelo meio Capote levanta o véu e percebemos que há algo de errado na família modelo. Sem  dizer o que é. 

Pelo meio conta a história dos assassinos. Um mau e um pior. O mau é o Perry e o pior é o Dick.

Percebemos por quem é que o Capote se apaixonou ( dizem as más linguas), já que o livro conta a história do que se passou na realidade, recolhido em depoimentos e entrevistas colhidas pelo Capote logo a seguir à morte da família Clutter. 

É aquilo a que se chama romance "não-ficção".  

A América como ela é. 

Cheia de som e fúria.

Burning man

May 29, 2006

Senti-me assim durante o fds.

Hoje, enquanto os meus colegas se arrefeciam, o a.c. da minha sala avariou.

…by the way, ainda existe

Timor

May 29, 2006

É com tristeza que assisto ao desmoronar de um estado que custou tanto a tão poucos.

Antes da independência, o inimigo era um estranho, um intruso. Hoje é um irmão.

Há mil e uma explicações para o que está a passar em Timor. De todas não é alheio o facto do pequeno país não ter conseguido resolver as necessidades mais básicas do seu povo. Não é alheio o facto de existir petróleo.

Se a tudo sito misturarmos diferenças étnicas, a coisa pode correr mal.

Espero que não.

Gostaria de pensar que são os primeiros tombos de uma nação que ainda está a aprender a andar. 

Excuse me, but would you repeat that phrase

May 28, 2006

…canta a Shirley num dos melhores discos que comprei nos últimos anos.

Lembrei-me da frase porque ontem, depois de nos termos arruinado na Feira do Livro, resolvemos ir ver o Da Vinci Code. As críticas convidavam a evitar o filme. Um horror, um sacrilégio, em resumo, uma m…… .

Vi o filme e não achei nada disso. Não o achei nada de especial mas nunca aquilo que me disseram. O problema deve ser das pessoas que acham que o livro do Dan Brown é uma obra máxima da literatura, o que não é verdade.

O livro conta uma história bem contada. Se é verdade ou não, é tema que não me interessa e que já foi objecto de mais 65789 livros.

O livro não é nada de especial ( em termos literários) e tem o mérito de vir levantar questões que não eram discutidas. Uma delas a própria versão da história de Jesus. Ninguém tem dúvidas que foi a Igreja que escolheu os apropriados guiões para sedimentar o seu poder.

Saramago já o disse e Scorcese já o filmou de uma forma magnífica.

Tenham juízo.

O filme vê-se ( talvez o Tom Hanks não seja o ideal Robert Lagdom que imaginamos no filme).

O filme segue de perto o livro. Se provoca o riso a circunstância do Tom Hanks dizer à Audrey Tatou que ela é descendente de Cristo, o problema é do livro que o diz e não do filme que o reproduz.

Enfim, dá para ver e não fiquei com vómitos no fim.

Lisboa, as vacas e os jacarandás

May 17, 2006

Mais uma vez confesso a minha paixão pela cidade onde vivo.

Há mais duas razões, ainda que temporárias, para gostar de Lisboa.

Estão vacas espalhadas por Lisboa. Até Agosto.

Os jacarandás começaram a florir. Até ao final de Maio, início de Junho.

Missão Cumprida

May 15, 2006

Eu sou aquilo a que se convencionou chamar ( a J. inventou o termo), um pai tapete.

Não tenho culpa de ter uns filhos lindos. Não consigo resistir ao beicinho da Cat e às caretas que o Rato faz quando eu (tento) mostrar um ar de pai tirano.

Mas sou um orgulhoso pai tapete.

No Sábado, antes de ir ver a Missão Impossível, assisti à qualificação da Cat para a próxima gimnaestrada, a realizar para o ano na Áustria.
Depois de meses de tensão, stress e nervos, ela e mais uns quantos apresentaram-se perante um júri.
Foi perfeito e fiquei comovido – sim, sou do tipo que fica a reter a lágrima para não passar vergonha.
O esquema que apresentaram – são três ou quatro classes juntas – foi apurado.
Parabéns filhota!

Missão (realmente) impossível

May 15, 2006

…os mais cínicos dirão que eu tenho é inveja de não ter aquela carinha laroca que mais parece saída de um qualquer Ken.
E eu respondo: não sei como é que a Kidman casou com aquilo.
Não vale a pena forçar: não gosto do Tom Cruise. Tirando os magníficos Magnólia e Eyes Wide Shut, arrependo-me sempre que vejo um filme com o Cruise.
Mas, no passado Sábado aconteceu. Queria ir ver um filme que não obrigasse o meu cérebro a funcionar. O cérebro da J. estava em sintonia com o meu e lá fomos ver a Missão Impossível III.
Para além de não suportar aquele ar de bonzinho e querido para as meninas ( queridinho, para ser mais preciso – como é que um gajo pode ser queridinho para as meninas?), o filme é um absoluto vómito.
Tinha esperanças de ver o Philip Seymour Hoffman ( o mau da fita, e um excelente actor) a desempenhar um papel inesquecível.
Mas não. O queridinho não dá espaço.
A missão é espinhosa e não vale a pena.

A minha casa

May 8, 2006

Graças ao Gab e à Lena, comprámos a casa onde actualmente vivemos. Tinha acabado de nascer a Cat e a nossa primeira casa – onde tinhamos investido algum dinheiro numa cozinha que ficou impecável – estava a ficar pequena.

A Lena e o Gab procuravam casa e viram aquela que viria a ser a nossa casa. Que era muito gira e que nós iríamos adorar. Ainda que sem dinheiro, mais por curiosidade, lá fomos.

A primeira particularidade é que essa casa ficava ao lado da nossa primeira casa. No mesmo sítio, freguesia, bairro e cidade, o que para nós era um mais.

Depois a casa tem graça. Não é como as assépticas casa modernas. Tem história e patine.

Anos mais tarde, mandei fazer uma porta a um tipo que era o carpinteiro do office. Chegando à casa, logo disse que tinha sido ele a participar na recuperação da parte de cima.

Ainda alguns anos mais tarde ( já lá moramos à quase 10), conheci a L., mãe do D. e da M., colegas dos meus filhos na escola. Conversa puxa conversa e ela diz-me: " eu já dormi em tua casa". Simples: o anterior proprietário é irmão de um senhor que a L. conhecia. Como ela vivia no Porto, quando veio a Lx ficou lá em casa a dormir.

Ontem aconteceu mais uma coincidência que tem que ver com a casa: A Cat foi a uma festa de aniversário fora de Lx. Apanhou boleia de uma mãe (com quem imediatamente simpatizámos) que tem a filha na mesma escola, mas não na mesma turma.

Quando a fomos buscar, descobrimos que a mãe da colega da Cat é a filha do dono da nossa casa.

E ainda dizem que o mundo é grande…..