Archive for February, 2006

Brother

February 19, 2006

Um de nós chegou aos quarenta.

Foi o meu irmão. Faz hoje 40 e deu, ontem,  uma festa barulhenta.
Parabéns.

Gostámos muito, e gostamos muito de ti ainda que continues a ser um “coelhinho”.

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Valentine’s day

February 14, 2006

Só para dizer que sou contra!

Levei uma arrochada da J. hoje de manhã.

Não gosto menos dela por isso.
Down with Valentine’s day!

The cable guy

February 13, 2006

…depois do parlamento, assisti a uma reportagem de clientes em fúria com a TV Cabo, não fosse ela um braço da gorda e ineficaz PT.

E, para surpresa, a incompetência da TV Cabo tem um rosto: vi o administrador executivo, um miúdo vestido com um impecável fato da Boss, que não dava uma para a caixa. Do género:

Temos tantas recalmações que ( o call center) não chegamos para as encomendas; ou,

Estamos a pensar em dividir o periodo de facturação em dois, porque é nesse período que as pessoas mais reclamam. Assim o call center fica menos congestionado….

Nem uma palavra sobre a (falta de ) qualidade do serviço. A ideia é que têm tantos clientes que não podem dar atenção a todos.

Paciência….

Espero que o Belmiro compre, retalhe e corra com esses incompetentes que são os crânios da PT.

É impossível fazer pior.

Dois em um

February 13, 2006

Depois de um jantar de Natal tardio ( no Sábado troquei as últimas prendas de Natal, num jantar muito simpático com a S. e o N.), o Domingo foi passado a visitar uma exposição que recomendo.

Fomos levar o Rato a uma festa de aniversário, numa das casa mais bonitas de Lisboa ( com um terraço soberbo com vista sobre a cidade e o rio) e zarpámos em direcção à Praça das Flores para tomar um café no Pão de Canela.

Sem ter o que fazer, sugeri uma visita à Assembleia da República onde está a decorrer, até Abril, uma exposição de peças da Fundação de Serralves.

A exposição chama-se o Poder da Arte e vale bem a visita. Aproveitámos para mostrar à Cat a Assembleia, ao mesmo tempo que nos era explicada a exposição ( as visitas são guiadas).

Já conhecia algumas peças. A conversa da nossa guia era consistente, mas um bocadinho hermática. Muita desconstrução e simbiose entre a arte e a realidade. Ela aguentou-se bem quando lhe era perguntado se um pedaço de chumbo enconstado a um pedaço de madeira era arte.

Conseguimos mostrar à Cat a sala da sessões ( onde a direita e a esquerda se definem pela posição do presidente) e todo o espaço da Assembleia, ocupado por obras de arte como se de um museu se tratasse.

Aproveitámos ainda para comprar uns livros na livraria do parlamento: a constituição para miúdos ( que fascinou a Cat) e o 25 de Abril, contado pela Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, como uma história acompanhada de fotos daquilo que se passou.

Recomendo. Vale a pena

Filmes que quero ver ( este recado é para a J.)

February 10, 2006

1º – Match Point;

2º – Brokeback Mountain;

3º – Caché;

4º – Odete;

5º – Gabrielle;

6º – Munique.

Também aceito propostas alternativas.

A J., minha cara-metade

February 9, 2006

Quem me conhece sabe que eu a J. trabalhamos na mesma área.

Ontem cruzámo-nos numa das raras situações em que nos podemos encontrar.

Como a J. não tem o meu nome, ninguém sabe que somos casados.

Para prevenir desastres evitei falar no assunto. Tinha medo de me desmanchar a rir e perder a pose, receio também partilhado pela J.

A coisa correu lindamente. Muito profissional e sem sobressaltos.

Ainda recebi um (enorme) elogio da J.  que me soube pela vida.

Ainda a liberdade de expressão

February 9, 2006

Parece que no democrático Irão, foram publicados cartoons satirizando o holocausto.

Parece que há pessoas que não gostaram.

Parece-me que foi de (muitíssimo) mau gosto.

Parece-me que a liberdade de expressão não ficou afectada no democrático Irão.

Parece-me que a publicação dos cartoons no Irão foi uma resposta, à letra, aos livres pensadores do ocidente.

Quando é que nós crescemos?

Quando é que a religião deixa de ser um factor de divisão dos povos?

Não se sabe.

O professor

February 8, 2006

Há dois dias, porque o office esteve à beira do colapso – quase em simultâneo, o servidor falhou, um curto-circuito fez pifar a electricidade e faltou a água – troquei uma palavras simpáticas com o Professor que deixou Portugal e foi viver para as terras frias de Newcastle.

Gostei de conversar com ele.

Por causa da electricidade, deixei de ter internet.

Esqueci-me de deixar um abraço e um beijinho à sua cara-metade.

Beijos e abraços, portanto.

PS. O office já está curado.

A tolerância e o bom senso

February 7, 2006

É uma palavra importante.

Não concordo com a violência gerada em reacção à publicação dos cartoons, como não concordo com a publicação dos mesmos.

Nesta longa discussão, já dei por mim a pensar o que aconteceria se publicassem uma imagem da senhora de Fátima numa intrincada posição sexual.

Porque é que não se faz isto? É porque os católicos seriam cometido de uma insanidade temporária que os levaria a actos de extrema violência?

Não me parece.
Não se faz porque há, ou deve haver, bom senso que nada tem que ver com a liberdade de expressão.

Escrevo tudo isto com um enorme à vontade. É que eu não sigo religião alguma, mas respeito os que acreditam que o menino Jesus nasceu por obra e graça do Divino.

E respeito aqueles que acham que Maomé não deve ser representado porque não há ninguém que o tenha visto e representá-lo seria sempre pecar por defeito.

Representar o profeta ( que também pertence à religião católica) com bombas ou com focinho de porco parece-me ofensivo, desnecessário e estúpido .

Não tem que ver com tolerância ou liberdade de expressão.

Tem que ver com bom senso e com a consciência de cada um.

Curioso é que um dos autores dos cartoons, em entrevista a uma rádio, tenha vindo dizer que sempre achou o projecto infeliz e que foi com relutância que aceitou desenhar o boneco.

Mais Cartoons

February 3, 2006

Ao que parece, os Dinamarqueses consideram que a publicação dos cartoons do Maomé gerou a pior crise política naquele país desde a segunda guerra mundial.

De um forma prudente e responsável, o PR dinarmarquês veio dizer que lamenta mas que não pede desculpa já que não lhe compete estabelecer limites à liberdade de expressão.

Concordo com ele.

Acho que o limite é sempre a nossa consciência, o que não quer dizer que não haja excesso dessa liberdade. É um direito que deve ser execercido de forma responsável.
Continuo a achar que a publicação dos cartoons foi, no mínimo, uma acção irresponsável.
Vamos ver como é que se descalça esta bota.