Archive for December, 2005

Bonita, é para ti

December 31, 2005

What can I say to you Bonita
What magic words would capture you
Like a soft evasive mist you are Bonita
You fly away when love is new
What do you ask of me Bonita
What part do you want me to play
Shall I be the clown for you Bonita
I will be anything you say
Bonita
Don’t run away Bonita
Bonita
Don’t be afraid to fall in love with me
I love you
I tell you I love you,
Bonita
If you love me
Life will be beautiful
Bonita, Bonita

Tom Jobim

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O último dia

December 31, 2005

Hoje é o último dia do ano e o dia mais longo desde 199x. Tem mais um segundo do que os outros dias. A terra está a mexer mais devagar e o tempo não perdoa. Temos de nos mexer de acordo com o dito.

Depois de um ano cheio de coisas boas e outras menos boas ( a vida como ela é  é assim) espero que 2006 seja um bom ano para todos.

Vou preparar a festa de logo à noite.

Beijos e bom Ano Novo.

Monchique, 3º dia

December 31, 2005

Os tratamentos começavam cedo.

Eu fui fazer um duche vichy e a J. uma massagem.

O duche vichy é fantástico. Deitamo-nos, de barriga para baixo, numa marquesa. Por cima, em forma de candeeiro rectangular que acompnaha o nosso corpo, estão saídas de água ( duche) que começam a cair sobre as costas. Enquanto isto acontece, uma menina vai fazendo massagens. Como diz a J., às tantas parece que temos 10 mãos a massajar o nosso corpo.

Logo a seguir, fui tomar o pequeno-almoço com a J. que tinha sido massajada.

Voltámos para Lisboa, passando por Silves e São Bartolomeu de Messines ( haverá terra mais feia no algarve?), evitando a monotonia da via do infante. Deu para ver os extensos campos de laranjas que, sem dúvida, são as melhores que se comem aqui no burgo.

Escusado será dizer que sentimos saudades dos miúdos, que, perante a notícia de que não iam connosco, ficaram amuados. Receberam um postal e muitos beijos, mimos e outras coisas quando chegámos a Lx.

Vamos voltar a Monchique, da próxima vez, com eles.

Monchique, 2º dia

December 31, 2005

No campo tenho um problema. Aliás acho que o problema é mais quando estou fora de Lisboa ( ou de qualquer centro urbano interessante).

Fico com nervos. A tranquilidade dá-me nervos. Apetece-me desatar a arranjar programas alterantivos para fazer mil e uma coisas. Cinema, teatro, exposições, qualquer coisa agitada. A explicação mais simples para este meu comportamento é a de que acontece, quando estamos de férias, uma travagem brusca. Daí a inquietação.
A J. sofre com este meu comportamento.
Desta vez foi firme. Não vou a lado nenhum, disse ela com aquele ar de má. Resignei-me. O telemóvel já tinha ficado sem bateria ( isso sim é um alívio) e eu não tinha trazido o carregador. De modo que deixei-me ir.

Li, dei passeios, dormitei o que foi óptimo.

Neste dia, tinha programado uma massagem geral.
A massagem correu bem, embora, no início, a minha rigidez deve ter sido notada. É que, desta vez, era um tipo que fazia a massagem.
Portei-me bem, não cuspi para o chão, não falei de miúdas nem de futebol.

Fiquei muito mole depois da massagem, pelo que fui para o quarto esperar a J. que vinha de um duche vichy.

Ainda fomos tomar banho na piscina que tem jactos e hidromassagens por todo o lado. Exprimentei a sauna e o banho turco que nos deixa com a sensação de termos sido limpos sem tomar banho ( eu cumpri à risca. uns minutos de sauna e um duche de água fria. o mesmo no banho turco).

Na sauna comprovei, como bem observou um senhor que meteu conversa comigo e com a J., que os homens suam mais que as senhoras. A J. suou um pouco da cara. Eu parecia ter saído de uma fornalha. Todos os meus poros pingavam.

O jantar foi óptimo ( costeletas de cordeiro, com limão e hortelã) e consegui, sem dramas, estabelecer contacto com o troll.

Monchique, 1º dia

December 30, 2005

A prenda de Natal e aniversário ( meu e nosso, de casamento) foi uma estadia em Monchique para um tratamento anti stress.

Tinha muito má ideia de Monchique. Aquilo estava decadente, velho e a cheirar a mofo. Eu sou daquelas pessoas que não toma banho no ginásio a não ser que a coisa esteja a brilhar depois do teste do algodão que não engana. Acho que os balneários são uma especie de nursery para bichos, fungos e outras coisas que nem quero pensar.

Daí que a surpresa não podia ser melhor. Segundo diz a J. – eu não me lembro – fui eu que chamei a atenção para o facto de terem remodelado as termas.

É verdade. A Fundação Oriente comprou as termas e tratou de por a coisa em condições. E fez um belíssimo trabalho. Está tudo impecável, a preços acessíveis e com um atendimento que não estamos habituados, sobretudo no Algarve.

Chegámos às termas já de noite, ainda a tempo de jantar. O programa que a J. escolheu incluia meia-pensão ( o que vale a pena já que a cozinha é honesta). O quarto é pequeno, no Hotel Termal ( único hotel do complexo com acesso directo aos banhos), mas muito simpático.

Depois do jantar, a J. insitiu que fossemos a Monchique. A coisa não correu bem. Muito frio e a nigth-life pouco promissora. Fugimos para as Caldas e fomos dormir.

No dia seguinte o programa era o de tomar um duche de jacto e um banho areo-qualquer-coisa. O duche de jacto é uma versão agradável de um canhão de água. A menina vai direcionado o jacto e descobrindo as partes mais fracas do nosso corpo ( leia-se, mais gordas). A sensação é óptima.

Logo a seguir, o areo-banho. Eu perguntei à menina onde era e ela perguntou-me se eu ia tomar uma banho cleópatra. Não tive coragem de perguntar o que era o banho com o nome da rainha e ela percebeu que eu não sou um frequentador assíduo das termas.

Lá me chamaram e o aero-banho consiste numa banheira gigante que se enche em dois segundos. Depois de nos enfiarmos lá dentro, a cois começa a borbulhar e a menina ( sempre uma menina), deita um óleo que cheira a eucalipto
Fique 10 minutos que eu já volto, disse a menina. Relaxei e os 10 minutos pareceram 2 segundos.

Tudo isto decorreu da parte da tarde. De manhã fomos a Silves, aquela que já foi a capital do Algarve. Está tudo em obras e fiquei com a sensação que Silves já foi mais bonita. Nem o café inglês, ali ao pé da Sé, escapou. Está mais feio e sem ingleses na gerência, que imitam o viver mediterraneo como nós não sabemos fazer.

Jantámos cedo e descobri um troll. Uma empregada que era uma menina com ar de troll. Arrastava os pés e falava alto para os comensais. Reparei, mais tarde, que ela tem uma cara bonita e a J. proibiu-me de estabelecer contacto com o troll. Acha que eu podia tentar uma gracinha qualquer, vá-se lá saber porquê….

The day after

December 26, 2005

Hoje, dia 26, era suposto não trabalhar.

Ficaria a ressacar. Ver filmes, brincar com os miúdos, curtir o day after.

No entanto, e por causa de uma prenda da J., vim trabalhar meio contrariado, com vontade de não fazer nada. Era suposto ficar esta semana a trabalhar. Entre o Natal e o Ano Novo.

Mas a J. resolveu oferecer-me uma prenda fantástica. Três dias num spa, nas termas de Monchique, onde vou ser massajado, banhado e outras coisas boas que tanto estou a precisar. Ando muito stressado, um bocado alucinado com o trabalho e com pouca disponibilidade para estar com os miúdos e com a J. .

Vou tentar despachar o que é urgente e deixo o resto para a semana que vem.

Vamos amanhã e, na mala, só levo livros para ler. Não quero dar passeios ( a não ser a pé e com a minha cara-metade), não quero agitação.

salute per acqua

Joyeux Noel

December 24, 2005

…sem trema porque não sei fazer.
Depois de ter feito o bacalhau com broa ( receita Jorge Vale, Casa da Comida, provavelmente um dos melhores restaurantes do burgo) e, sem querer ser original, tenham um excelente Natal.

Não fiquem só pelas prendas.

Divirtam-se, dêm beijinhos, abraços e coisas boas.

Beijos!

Cenas do quotidiano parental II

December 23, 2005

Jogar Uno.

Não sabia o que era. É um jogo de cartas, muito simples, tão simples que até eu ganhei duas vezes.

Passámos o serão a jogar. Eu a J., o Rato e a Cat.

Eles aprenderam que o pai, quando ganha, emite um grunhido chungo-selvagem: tunga!

Cenas do quotidiano parental

December 21, 2005

Ontem, na festa do Rato, comentava-se que um dos melhores amigos dele andava atrás das meninas a pedir para ver o pi-pi. Uma delas confessou ao pai que a coisa que mais gostava era de ver o F. todo nú.Entretanto, lá em casa, a Cat. treina “beijos com cuspo” e de boca aberta e pede, ao pai e à mãe que exemplifiquem. A resposta é sempre a mesma: não somos macaquinhos de circo e os beijos “com cuspo” são uma coisa normal entre duas pessoas que se gostam, como namorados antes que ela dispare mais uma pergunta de difícil resposta.

Mais novo e menos interessado, o Rato aparenta não ligar muito às “miúdas” – como ele chama – embora já tenha assistido a cenas onde ele as faz rir e elas comportam-se como coquetes queirosianas.

Por causa de uma brincadeira que fazemos lá em casa, o Rato fez-nos passar uma vergonha tremenda. A brincadeira é assim: ele está sentado e não lhe vemos as pernas. Pergunta: Pai, estou a mexer as pernas? Eu tenho de adivinhar sem ver.
Vaí daí e no outro dia, estávamos nós rodeados de estranhos, e o Rato pergunta à mãe: Mãe, a minha pilinha está a mexer? Fingi que ele não era meu filho e a J. tentou disfarçar a coisa.

Cenas do quotiadiano parental.

Festas de Natal

December 20, 2005

Há uma pessoa que eu conheço que reúne os amigos para uma festa antes do Natal. A festa chama-se Christmas before nightmare.

Este ano poupei-me – poupámo-nos – aos intermináveis almoços de Natal ( que são um nightmare before nightmare) e vamos repetir a dose do ano passado. Uma festa no escritório. Queijos, vinhos, doces e outras coisas boas.

Mas antes disso, hoje tive a segunda festa de Natal. Desta vez do meu filho.

Ele esteve perfeito e concentrado a fazer de gota de água ( mas não é o que dizem todos os pais?), numa pequena peça sobre a floresta. Cantou em inglês ( a professora fez um milagre com os miúdos, parabéns para ela) e brincou e divertiu-se.

E nós também.