Daqui a uns anos, a minha filha mais nova vai querer ler a página do pai-avô e vai verificar que não tenho escrito muito sobre ela.
Talvez por ser repetente, já não tenho sinto necessidade de exteriorizar tudo aquilo que sinto quando olho para ela.
E sinto muito, sobretudo quando vejo que ela está, de dia para dia, a ficar mais parecida com a mãe (o que é uma estreia absoluta), mais atenta a tudo o que a rodeia e que fala comigo ora deitando a língua de fora, ora fazendo barulhos com a boca acompanhados de bolas de cuspo, o que eu tento acompanhar, dando o troco na mesma linguagem.
Continuo a achar que temos sorte e que é muito bom ser pai depois de oito anos sem saber o que são fraldas, areomes, queijos, cólicas, sorrisos, cheiro de bébé, e outras coisas que fazem com que todos os dias a minha vida se torne infinitamente mais interessante.
Só há um senão. Sei que a minha filha não gosta da minha barba.
Lamento informar que não há nada a fazer.
Os beijos nas bochechas, no pescoço e na barriga vão continuar.
March 18, 2009 at 12:23 am |
Oh, não sabia que tinhas voltado a escrever aqui.
Beijinhos
(Os meus sobrinhos são os miúdos mai-lindos do mundo! :) )