Ontem foi um dia para esquecer. Literalmente.
O que me valeu foi o final do dia. Fui jantar fora com amigos que são meus colegas na Direcção de uma escola especial aqui no centro da cidade.
Como nos matamos a trabalhar e não ganhamos um chavo (faço-o com muito gosto), resolvemos organizar um jantar. A coisa não podia ter corrido melhor. Comida brasileira (Comida de Santo), regada com caipirinhas e um Ervideira que, apesar das bocas, estava delicioso.
Depois do jantar, fomo as casa do Z. e a surpresa foi total. A casa dele fica no Bairro Alto e deve ter uns 700m2. Salas com páineis de azulejos do séc. XVII, uma colecção fabulosa do Cruzeiro Seixas (sim, há mais coisas do Seixas do que eu julgava), onde se destaca um desenho genial e fora de tudo o que é habitual no trabalho do artista.
Um final de noite perfeito, com conversa simpática e uma aguardente deliciosa.
Levei as meninas a casa (lembrei-me de quando era mais novo e fazia esse número a pé, atravessando meia Lisboa) e apanhei um táxi para a minha casa de empréstimo.
Estava a precisar de um final de dia assim.