A prenda de Natal e aniversário ( meu e nosso, de casamento) foi uma estadia em Monchique para um tratamento anti stress.
Tinha muito má ideia de Monchique. Aquilo estava decadente, velho e a cheirar a mofo. Eu sou daquelas pessoas que não toma banho no ginásio a não ser que a coisa esteja a brilhar depois do teste do algodão que não engana. Acho que os balneários são uma especie de nursery para bichos, fungos e outras coisas que nem quero pensar.
Daí que a surpresa não podia ser melhor. Segundo diz a J. – eu não me lembro – fui eu que chamei a atenção para o facto de terem remodelado as termas.
É verdade. A Fundação Oriente comprou as termas e tratou de por a coisa em condições. E fez um belíssimo trabalho. Está tudo impecável, a preços acessíveis e com um atendimento que não estamos habituados, sobretudo no Algarve.
Chegámos às termas já de noite, ainda a tempo de jantar. O programa que a J. escolheu incluia meia-pensão ( o que vale a pena já que a cozinha é honesta). O quarto é pequeno, no Hotel Termal ( único hotel do complexo com acesso directo aos banhos), mas muito simpático.
Depois do jantar, a J. insitiu que fossemos a Monchique. A coisa não correu bem. Muito frio e a nigth-life pouco promissora. Fugimos para as Caldas e fomos dormir.
No dia seguinte o programa era o de tomar um duche de jacto e um banho areo-qualquer-coisa. O duche de jacto é uma versão agradável de um canhão de água. A menina vai direcionado o jacto e descobrindo as partes mais fracas do nosso corpo ( leia-se, mais gordas). A sensação é óptima.
Logo a seguir, o areo-banho. Eu perguntei à menina onde era e ela perguntou-me se eu ia tomar uma banho cleópatra. Não tive coragem de perguntar o que era o banho com o nome da rainha e ela percebeu que eu não sou um frequentador assíduo das termas.
Lá me chamaram e o aero-banho consiste numa banheira gigante que se enche em dois segundos. Depois de nos enfiarmos lá dentro, a cois começa a borbulhar e a menina ( sempre uma menina), deita um óleo que cheira a eucalipto
Fique 10 minutos que eu já volto, disse a menina. Relaxei e os 10 minutos pareceram 2 segundos.
Tudo isto decorreu da parte da tarde. De manhã fomos a Silves, aquela que já foi a capital do Algarve. Está tudo em obras e fiquei com a sensação que Silves já foi mais bonita. Nem o café inglês, ali ao pé da Sé, escapou. Está mais feio e sem ingleses na gerência, que imitam o viver mediterraneo como nós não sabemos fazer.
Jantámos cedo e descobri um troll. Uma empregada que era uma menina com ar de troll. Arrastava os pés e falava alto para os comensais. Reparei, mais tarde, que ela tem uma cara bonita e a J. proibiu-me de estabelecer contacto com o troll. Acha que eu podia tentar uma gracinha qualquer, vá-se lá saber porquê….